Segurança, LGPD e IA responsável
O que passa pelo Recepto é dado de saúde. O desenho do produto parte disso: dados de cada clínica separados, acesso auditado, retenção curta e uma IA que nunca decide sozinha o que é ato médico.
Dado de saúde é dado pessoal sensível
Para a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), dado referente à saúde é dado pessoal sensível (art. 5º, II), e o tratamento dele segue regras próprias, mais estritas (art. 11).
Uma conversa de WhatsApp com a clínica carrega exatamente isso: quem é o paciente, com qual médico ele marcou, a foto da carteirinha, o pedido médico. Por isso a proteção não fica numa política escrita à parte — ela está em como o Recepto guarda, mostra e apaga cada informação.
Como o Recepto protege os dados
Cada clínica com os seus dados separados
Os dados de cada clínica ficam separados no banco, não só por um filtro na consulta. Um teste obrigatório impede que uma alteração no sistema misture dados entre clínicas: sem passar, a mudança não entra.
Permissões por papel
Administrador, gerente e atendente. O atendente pode ver só o que ele atende; o gerente, o time dele; e o dado financeiro aparece só para quem tem permissão.
Acesso auditado
Acessos sensíveis ficam registrados numa trilha de auditoria — inclusive os da própria Composto Web, quando presta suporte.
Retenção curta do detalhe técnico
O registro detalhado de cada conversa, usado para investigar um comportamento, fica guardado por poucos dias e com acesso auditado.
Nada de paciente no monitoramento de erro
Nome, telefone, CPF, mensagem, áudio e imagem de paciente não vão para as ferramentas de monitoramento de erro. Lá chegam só metadados técnicos.
Anonimização a pedido
A pedido do titular, o administrador anonimiza o paciente no Recepto: o cadastro é apagado e o texto, as transcrições de áudio e os anexos das conversas são removidos do Recepto. O cadastro no sistema de gestão da clínica é tratado lá.
O cuidado chega até a mensagem
- A mensagem chama o paciente pelo nome curto, como ele prefere. O nome completo fica só no cadastro.
- A mensagem sobre exame ou documento só avisa que há novidade e pergunta se pode enviar os detalhes — o conteúdo não vai no aviso.
- Credenciais de sistemas e de IA nunca aparecem na tela, nem mascaradas.
- O paciente é identificado pelo CPF, e não pelo número: a mãe que usa o mesmo celular para três filhos não mistura as fichas.
IA no atendimento e a Resolução CFM 2.454/2026
A resolução do Conselho Federal de Medicina sobre IA está em vigor desde 26/08/2026 e vale também para ferramentas de gestão e apoio administrativo.
O que o Recepto faz
- Agenda, remarca e cancela consultas, e responde informação administrativa cadastrada pela clínica.
- Faz triagem administrativa: serviço, unidade, convênio ou particular, preferência de horário.
- Passa para a equipe sempre que o paciente pede, e quando não entende depois de algumas tentativas.
- Diante de uma palavra da lista de emergência, interrompe a conversa, orienta o paciente a procurar atendimento imediato e passa para a equipe com um aviso de emergência.
O que o Recepto não faz
- Não comunica diagnóstico, prognóstico nem decisão terapêutica.
- Não pergunta sintoma, não avalia sintoma e não orienta conduta.
- Não reescreve orientação de preparo: entrega o texto que a clínica cadastrou, palavra por palavra.
- Não decide horário, convênio ou preço: isso é regra do sistema, com o cadastro da clínica.
O que dá para dizer com base no texto da resolução:
- O Anexo II cita sistemas de IA para agendamento de consultas e chatbots com informações gerais, sem aconselhamento clínico personalizado, como exemplos de baixo risco. É o que o Recepto faz.
- O art. 5º, §2º, veda delegar à IA a comunicação de diagnósticos, prognósticos ou decisões terapêuticas sem mediação humana. O Recepto não faz nenhuma dessas comunicações.
- O art. 15 diz que a supervisão humana é obrigatória. No Recepto, a equipe vê tudo em tempo real, o paciente pede atendente a qualquer momento e um interruptor geral desliga a automação.
E o que continua com a clínica: a avaliação preliminar de risco (art. 12), os processos de governança de quem contrata IA (art. 14) e informar o paciente de que o atendimento usa IA (art. 11). Neste último o Recepto já ajuda: a saudação padrão apresenta o atendimento como assistente virtual da clínica.
A resolução não aprova nem certifica produtos, e o Recepto não se apresenta como aprovado pelo CFM. Mais sobre a vigência no portal do CFM.
Perguntas frequentes
Quem é o controlador dos dados dos pacientes?
A clínica. Os pacientes são dela, e é ela quem define para que os dados são usados. A Composto Web, que opera o Recepto, trata esses dados em nome da clínica e conforme as instruções dela.
O Recepto é aprovado pelo CFM?
A Resolução CFM 2.454/2026 não aprova nem certifica produtos. O que ela faz é classificar riscos: agendamento de consultas e informação geral sem aconselhamento clínico aparecem como exemplos de baixo risco, e é nisso que o Recepto atua.
A clínica precisa criar uma comissão de IA para usar o Recepto?
Pelo art. 14 da resolução, a comissão de IA é exigida de instituições que adotam sistemas próprios de IA. Quem contrata continua obrigado à avaliação preliminar de risco e a processos de governança. Vale confirmar com o jurídico da clínica.
A senha do sistema da clínica fica visível para alguém?
Não. Credenciais do sistema da clínica e de provedores de IA nunca são exibidas na tela — a tela mostra só se a credencial está configurada — e são removidas dos registros técnicos.
Dá para desligar a IA na hora, se algo sair errado?
Dá. O interruptor geral desliga a automação e manda todas as conversas para a fila da equipe, sem precisar de técnico.
Quer ver os controles de perto?
Na demonstração mostramos os papéis, a trilha de auditoria e o interruptor geral funcionando — e respondemos as perguntas do jurídico da clínica.
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